O Leviatã nas Sombras: O Estado Profundo e a Ditadura do Capital Transnacional * Juan Contreras/Coordenadoria Simon Bolivar/VE

 O Leviatã nas Sombras: O Estado Profundo e a Ditadura do Capital Transnacional

No atual momento de crise sistêmica do imperialismo, a geopolítica global não pode ser explicada pelos discursos de presidentes em exercício ou pelas farsas democráticas de parlamentos burgueses. Para compreender a agressão sistemática contra povos soberanos, é imprescindível confrontar a realidade do Estado Profundo: o verdadeiro centro de gravidade do poder no ventre da besta.

*Complexo Militar, de Inteligência e Financeiro*

O Estado Profundo não é uma teoria da conspiração; é a estrutura orgânica do capital em seu nível mais alto. É uma rede permanente de altos funcionários do Pentágono, agentes da comunidade de inteligência (CIA, NSA, Mossad) e a tecnocracia do Departamento do Tesouro, todos leais aos interesses do Complexo Militar-Industrial. Enquanto o "Estado Normal" — aquele eleito pelos cidadãos — muda sua filiação política a cada quatro a oito anos, o Estado Profundo permanece. É a burocracia não eleita que garante que a política externa de Washington seja uma linha reta de expansão e destruição.

Este aparato é, em última análise, responsável por decidir sobre guerras, bloqueios e assassinatos. Seu combustível é a guerra perpétua; seu objetivo, a reprodução do capital através da pilhagem dos recursos naturais e da hegemonia do dólar.

*O Corolário Trump e a Doutrina Monroe no Século XXI*

O surgimento de figuras como Donald Trump serviu para desmascarar a fachada do império. O chamado "Corolário Trump" não é uma ruptura, mas sim a expressão mais honesta e brutal do Estado Profundo: o uso de chantagem econômica, a Doutrina da Pressão Máxima e táticas mercenárias judiciais. Sob essa lógica, a Doutrina Monroe foi atualizada para o século XXI; eles não buscam mais apenas o controle territorial, mas a aniquilação de qualquer modelo alternativo de sociedade.

Para o Estado Profundo, a América Latina continua sendo seu "quintal" e o Oriente Médio seu "posto de gasolina". Portanto, eles projetaram uma arquitetura de agressão coordenada que não conhece fronteiras.

*A Tríade da Resistência: Irã, Venezuela e Cuba*

A agressão contra a nação irmã do Irã, o cerco criminoso contra a Venezuela e o bloqueio genocida contra Cuba são três capítulos do mesmo livro escrito pelo Estado Profundo.

No Irã: O Estado Profundo e o sionismo internacional não perdoam a soberania tecnológica nem o papel de Teerã como um centro de resistência no Oriente Médio. O assassinato do General Qasem Soleimani foi uma operação típica desse poder de fato, realizada para impedir a paz e perpetuar a presença militar dos EUA.

Na Venezuela: O controle das maiores reservas de petróleo do mundo é a obsessão do complexo industrial. O Estado Profundo orquestrou tudo, desde tentativas de assassinato até o roubo de ativos (CITGO, ouro), usando seus fantoches locais para tentar minar a Revolução Bolivariana.

Em Cuba: A ilha representa o fracasso moral do imperialismo. O Estado Profundo mantém Cuba na lista de "países patrocinadores do terrorismo" não por razões de segurança, mas como uma punição exemplar para dissuadir qualquer outra nação de desafiar o mandato da Casa Branca.

Quem realmente toma as decisões em Washington? Não é o ocupante da Casa Branca, mas os acionistas das fabricantes de armas, os banqueiros de Wall Street e os diretores das agências de inteligência. Esse Estado dual é o verdadeiro inimigo da humanidade.

Diante da Doutrina Monroe e do cerco do Estado Profundo, resta apenas o caminho da Diplomacia Popular e a união dos oprimidos. A resistência do Irã no Golfo Pérsico é a mesma resistência da Venezuela no Caribe e de Cuba no Atlântico. Neste século XXI, o imperialismo está ferido e mais perigoso do que nunca, mas a história nos ensinou que nenhum "Estado Profundo", por mais obscuro que seja, pode extinguir a luz de um povo que escolheu ser livre.

*Contra o imperialismo e o sionismo, unidade dos povos!*
Nós vamos vencer!

*Juan Contreras*
Segunda-feira, 2 de março de 2026.
Caracas, Venezuela

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